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Peter Gabriel

Peter Gabriel

Nascido em 13 de fevereiro de 1950, em Chobham, Surrey (Inglaterra), Peter Gabriel teve contato precoce com a música, incentivado pela mãe, que lhe ensinou piano. Em 1967, ainda estudante, ajudou a fundar o Genesis, grupo que se tornaria uma das maiores referências do rock progressivo mundial. Como vocalista, destacou-se pela interpretação dramática, vocais expressivos e apresentações teatrais marcadas por figurinos e personagens excêntricos. Participou de álbuns fundamentais da banda, como Foxtrot (1972), Selling England by the Pound (1973) e a ópera-rock The Lamb Lies Down on Broadway (1974), antes de deixar o grupo em 1975 para se dedicar a um projeto solo.

Sua carreira solo começou em 1977 com o seu primeiro álbum autointitulado (conhecido como Car), que apresentou o clássico "Solsbury Hill". Nos trabalhos seguintes, Gabriel aprofundou a exploração da música eletrônica, experimentações sonoras e ritmos de diferentes culturas. O reconhecimento comercial global veio com So (1986), um marco que reuniu sucessos atemporais como "Sledgehammer", "In Your Eyes" e o emocionante dueto "Don’t Give Up", com Kate Bush. O projeto também revolucionou a indústria com videoclipes inovadores, especialmente o premiado clipe de "Sledgehammer", famoso por suas técnicas pioneiras de animação.

Sua formação musical abrange o soul, o blues e o R&B — com Otis Redding apontado como seu cantor favorito —, além dos Beatles, da psicodelia e da música clássica. Posteriormente, Gabriel aprofundou seu interesse por tradições musicais africanas e asiáticas, colaborando com artistas de peso como Youssou N’Dour e Nusrat Fateh Ali Khan. Essa aproximação ganhou enorme projeção em Passion (1989), trilha sonora desenvolvida para o filme A Última Tentação de Cristo, de Martin Scorsese.

Além de compositor e intérprete, Gabriel expandiu seu impacto cultural ao ajudar a criar o festival WOMAD (World of Music, Arts and Dance) e ao fundar o selo Real World Records, ampliando a circulação internacional de artistas de diversas origens. Seu trabalho carrega também uma forte dimensão política e humanitária, expressa em canções de protesto como "Biko" (contra o apartheid) e no apoio contínuo à Anistia Internacional. Mantendo-se artisticamente ativo ao longo das décadas, ele lançou O\I, o seu décimo primeiro álbum solo, em 2026.