A palavra "psicodélico" foi cunhada em 1956 pelo psiquiatra britânico Humphry Osmond, significando a "manifestação da mente" sob o efeito de substâncias alucinógenas, como o LSD. De forma mais ampla, o termo passou a referir-se a substâncias que alteram a consciência e expandem a percepção do indivíduo.
A partir dos anos 1960, o conceito migrou para a música através da tendência de artistas que utilizavam alucinógenos no processo criativo, buscando subverter a percepção sensorial e estabelecer novas sonoridades por meio de experimentações. Esteticamente, a música psicodélica caracteriza-se pelo uso de efeitos de estúdio inovadores, distorções intensas e solos extensos. Já as letras costumam explorar temas surreais, misticismo, filosofia oriental e espiritualidade. Naquela década, bandas como 13th Floor Elevators, Pink Floyd, The Doors e The Beatles foram alguns dos principais expoentes do rock psicodélico.
A psicodelia, contudo, não se restringe ao rock. O pop e subgêneros da música eletrônica, como o trance e o acid house, também incorporaram seus elementos. Atualmente, utiliza-se o termo neopsicodelia para classificar a música contemporânea que resgata ou flerta com essa estética.